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sexta-feira, setembro 10, 2010

WHF: Behind Enemy Lines - Day 2: Ao anoitecer os demônios saem de suas tocas...


A noite cai e nossos heróis avançam em direção a novos e terríveis perigos.

"Cansados e feridos pelo combate recente, nossos heróis tiram um momento para cuidar de suas feridas descansar enquanto discutem o que devem fazer em seguida.

Uma opção foi apresentada, a de o grupo viajar até a vila próxima. Uma pequena vila de aproximadamente vinte famílias, que sobreviveu em seu isolamento graças às características da própria floresta. A floresta em si é grandemente espaçada, de árvores antigas e majestosas. Em outros tempos seria um lugar bonito de se ver, nem sombra da terrível tentação do caos, mas agora, já com tanto sangue derramado, sua beleza não é mais a mesma.

David é contra esse curso de ação, acreditando que, para um grupo menor, é mais fácil atravessar o exército inimigo despercebido. Mas a discussão que se segue dura pouco tempo.

Os sons da batalha começam a morrer, o sol se esconde no oeste. Os exércitos cansados começam a se separar, a recuar. Cansados da carnificina desse dia o exércitos dos greenskins se reagrupa e ergue acampamento, pondo grupos de vigia a patrulhar o perímetro. Para o exército de Sygmar e do Império, essa é a hora do descanso merecido, nossos heróis não vêm da mesma forma.

O recuo do exército inimigo significa a aproximação deles da floresta, e as patrulhas, uma terrível premonição, de que talvez eles sejam encontrados e não tenham tempo para descansar. Sem escolha, nossos heróis, já um pouco mais descansados, começam a viagem em direção à derradeira vila.

Após algum tempo de caminhada, nossos heróis fazem uma terrivel descoberta. Graças a luz da lua, a sorte, talvez até mesmo um sinal enviado pelos deuses, Alain repara nas árvores próximas e vê uma mancha, que brilha com a luz da lua. Um exame mais aproximado revela que é sangue, fresco, não apenas nessa árvores, mas em diversas outras, do leste ao oeste, como uma corrente feita de sangue a dividir a floresta.

Um tremor passa pela espinha de nossos heróis quando se aproximam da marca apontada por Alain, o sangue é fresco, significando que não tem muito tempo que foi deixado ali, e ainda mais, é sem dúvida humano. Mas nossos heróis não têm muito tempo para compreender por completo o significado dessas marcas, pois um grande brilho, a luz de uma grande fogueira, chama sua atenção, vinda a direção da vila, segundo Alain, da direção de uma das fazendas que a cercam. Sem pensar muito nossos heróis correm em direção a luz.

Era uma fazenda grande. Com uma cerca de madeira a envolvendo. A partir da entrada principal, do lado esquerdo podia-se ver uma grande plantação, do lado direito, mais uma parte da plantação e um cercado para os animais. Animais grandes e pequenos, vacas, cavalos, porcos, todos mortos, seu sangue espalhado pelo cercado, nenhuma sombra de movimento. Mas o que mais chamava atenção eram as casas. Principalmente a casa grande, que era a grande fogueira a iluminar a fazenda, e o celeiro, com suas portas duplas escancaradas, uma luz vindo de seu interior.

Nossos heróis correram pela extensão da fazenda, atravessando as plantações, para, no momento seguinte, ouvir o grito de dor de crianças vindo da casa grande. Sem pensar duas vezes eles seguem em direção à casa principal, vendo, em uma analise rápida, que a estrutura ainda não estava comprometida.

Brisir, usando de sua força superior derruba a porta de entrada e entra na casa, logo seguido por seus companheiros, só para terem um grande choque ao verem o que os aguarda dentro da casa.

Os móveis do salão de entrada tinham sido amontoados no canto, abrindo espaço para a cena infernal em seu centro. Três crianças, as três de quatro, posicionadas de forma a serem cada uma a ponta de um triangulo, suas mãos e suas pernas atravessados por grandes pregos, as prendendo ao chão. O sangue que saia de suas feridas foi usado para desenhar grandes círculos ao redor delas, que se encostavam no centro. Os circulos de sangue em si, transformados em grandes chamas, por alguma feitiçaria maligna. Chamas essas que já encobriam as crianças, que gritavam pela dor e pavor.

Sem temer por suas vidas, Brisir, David e Sofir avançam cada um em direção a uma das crianças, apenas a sobrevivência delas em suas mentes. Sofir com certa dificuldade arranca os quatro cravos do chão de madeira e, com os cravos ainda presos em seu corpo, carrega a criança para fora da casa. Mas Brisir e David tiveram a mesma sorte. Em seu desespero para salvar as crianças, lhes acabam por arrancar as mãos delas por cima dos cravos, estes ainda presos ao chão, abrindo a ferida, o sangue alimentando de alguma forma as chamas. Só ao passarem novamente pela porta eles vêm o rosto de Alain, pálido e paralisado pelo horror do que via.

Mas a ajuda do mago era necessária, e Sofir, após deixar a criança deitada sobre sua capa do lado de fora da casa, o puxa em direção a ela, todas as três necessitavam urgentemente de primeiros socorros. Ainda tremendo, nosso aprendiz de mago usa de todos os seus conhecimentos para tratar rapidamente das feridas que a criança sofreu, ela iria sobreviver, apenas as cicatrizes ficariam. Brisir e David que tentavam o mesmo não tiveram o mesmo sucesso. As feridas tinham sido piores nas outras duas crianças, elas iriam sobreviver, mas suas mãos e suas pernas estavam irremediavelmente danificadas.

Apesar de tudo não há descanso para nossos heróis, outro grito é ouvido, vindo agora do celeiro de portas escancaradas. Ao olhar na direção naquela direção, três vultos de aparência humana puderam ser vistos entrando na floresta, alguns metros além da fazenda.

Os companheiros, já cansados, física e mentalmente, levam as crianças até uma bacia cheia de água e as deixam deitadas para descansarem, as três a muito já desmaiadas pelo choque. Respiram fundo e entram no celeiro preparados para enfrentar seja lá o que for.

A visão do celeiro foi tão terrível quanto a da casa. Lá no fundo, iluminados por uma pequena fogueira no centro do celeiro, encontravam-se mais três pessoas, seus braços arrancados. Dessa vez pregadas à parede do celeiro, formando também um grande triângulo. No topo um jovem, com seus 16 anos, gritava de dor, loucura em seus olhos, a babar a escorrer pelos cantos da boca. Mais próximos ao chão, um homem e uma mulher, com seus quarenta anos, em seus rostos um sorriso estupidificado, a loucura também em seus olhos, balbuciavam sem parar:
'Sangue para o deus do sangue.'

Os braços dos três jogados ao chão próximo deles, tendo sido usados como pincel, o sangue como tinta, para desenhar os três círculos que os envolvia, encostando uns nos outros no centro.

Não vendo salvação para as três pobres vítimas, Brisir avança até o homem e uma única machadada lhe corta a cabeça. Sofir prepara uma flecha, respira fundo e dispara em direção à cabeça do jovem no topo, acertando em cheio. Após um momento de hesitação, vendo David paralisado, com seu corpo tremendo, Alain saca sua espada e avança em direção à mulher, para terminar o que seus amigos tinham começado. Mas, ao encostar a espada no pescoço da mulher, Alain viu, por um breve instante, ela sorrir, não o sorriso da loucura, um sorriso gentil, uma sombra da mulher que ela tinha sido. Mas da mesma forma que veio ele sumiu, em seu lugar, novamente, a face da loucura, e, de olhos fechados, ele cortou a cabeça da mulher, acabando com seu sofrimento.

Após alguns minutos em que nossos heróis tentam achar sentido para tudo isso, não achando solução, eles resolvem por tudo de lado e cuidar das crianças, ao menos elas devem sobreviver. David achou uma carroça, enquanto Alain e Brisir faziam seu melhor para limpar as feridas das crianças. Sofir achou em algum lugar do celeiro um conjunto de mantos. E, com todo cuidado, depositaram as crianças na carroça, para seguirem viajem em direção à vila. No céu, acima das árvores, podia se ver a luz de diversas outras fazendas nos arredores, também a pegarem fogo.

No caminho, o grupo se revezando para puxar a carroça, uma pergunta martelava na cabeça de todos: 'Quem é esse deus do sangue?'. Como se tivesse lido a mente de seus companheiros, Alain responde à pergunta silenciosa:
'O deus do sangue é um dos deuses do caos, que representa a violência e a matança.'

O resto da viagem foi feita em silêncio.

Após algumas horas de viagem, no caminho encontrando sempre o mesmo, o silêncio dos mortos, fazendas pegando fogo, animais abatidos de forma terrível, nossos heróis finalmente alcançam a vila. Eles não sabiam o que iriam encontrar na vila, mas o que viram os deixou aliviado.

A vila não estava a salvo, pelo contrário, estava completamente destruída e abandonada, mas, diferente do que viram nas ultimas horas, aquele tinha sido trabalho de greenskins, e apenas essa visão já tinham sido o suficiente para alimentar as esperanças de nossos heróis.

Com muito esforço nossos heróis seguiram em direção ao templo de Shalya. Branco como marfim, e se erguendo acima das outras construções, o templo de Shalya parecia ter sido o menos danificado pelo ataque dos greenskins.

Ao se aproximarem do templo, David e Alain viram um movimento vindo de um dos lados do templo, um homem abrindo o que parecia ser um alçapão. Agindo por instinto, Alain ergueu sua mão e começou a entoar um rápido feitiço de ataque. David reagiu automaticamente e se pôs no caminho do ataque, suas mãos tremendo de forma assustadora, mas o que Alain viu em seu rosto fez com que ele parasse sua invocação. Atrás de David veio o barulho do alçapão se fechando e sendo trancado.

Em seguida ouve um momento de discussão entre David e Alain, enquanto isso Brisir e Sofir foram investigar o alçapão. Não fosse o fato de terem visto alguém entrando por ele, nossos heróis deduziram que seria extremamente difícil encontrar esse alçapão. Encostado na parede do templo, o alçapão se confundia com o pavimento da vila, e a grande quantidade de caixas e garrafas vazias ajuda ainda mais a escondê-lo.

Brisir tentou abrir o alçapão, mas, vendo que este se encontrava trancado, com a ajuda de Sofir forçaram sua entrada. A força com que o alçapão se abriu, uma vez que a tranca tinha se arrebentado, fez com que as mãos do anão escapassem e ele caísse em cima de algumas garrafas, abrindo novos ferimentos em seu braço graças aos cacos das garrafas.

Ao olhar para dentro do alçapão, Sofir viu o que devia ser um reflexo do que nossos heróis sentiam. Dezenas de pessoas, homens e mulheres, se amontoavam no esconderijo, seus rostos marcados por sofrimento e medo do que poderia lhes acontecer agora.

Vendo isso, ele então deu um passo para o lado e deixou que David entrasse na frente, carregando em seus braços uma das crianças, a briga entre ele e Alain já esquecida. Não se sabe se foram as palavras proferidas por ele, ou simplesmente por que nossos heróis pareciam estar sofrendo tanto quanto os sobreviventes da vila. Mas elas abriram passagem para nossos heróis. Primeiro David, logo seguido por Brisir e Sofir, carregando as outras crianças, indo imediatamente a um canto do esconderijo onde uma série de camas de palha tinham sido criadas e pondo as crianças lá. Três clérigas de Shalya já a espera deles para cuidar das crianças.

Um velho então saiu da multidão e ao se aproximar dos heróis falou:
'Precisamos conversar.'

Nossos heróis seguiram o velho até um outro canto do esconderijo, onde se amontoavam caixas de suprimentos e uma mesa com comida os aguardava. Ninguém falou nada enquanto os heróis comiam sua fria refeição, mas uma vez terminada o velho começou imediatamente a falar:
'Dois dias atrás, foi quanto os greenslins chegaram e atacaram nossa vila. Muitos dos nossos morreram, mas a maioria escapou ou se refugiarem em esconderijos como esse espalhados pela vila. E depois de saquearem e destruírem o que desejaram eles se foram.
'Ontem, ao amanhecer um Caçador veio até nós, como se tivesse sido guiado pelos deuses ele veio até esse mesmo esconderijo, bateu à nossa porta e pediu nossa ajuda para enfrentar os inimigos do Império, as forças do Caos. Quatro de nós foram com ele, em direção às montanhas.
'Como que por ironia do destino, ontem também, ao cair da noite, os mesmo hereges nos atacaram, novamente muitos morreram. Mas o que nos entristeceu mais foram as crianças. Cinco foi o número de crianças que eles levaram, muitas das outras eles simplesmente mataram em nome de seu deus perverso. Eles partiram logo em seguida, também em direção às montanhas, as crianças em trancadas em uma jaula.
'Vocês vieram para proteger o Império, salvar quantos forem possível. Vocês podem levar o que precisarem, só pedimos uma coisa de vocês, salvem nossas crianças.'

Continua..."

Ouça a seção:

Behind Enemy Lines - Day 02-01


Behind Enemy Lines - Day 02-02

1 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom! bem melhor....