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segunda-feira, setembro 27, 2010

WHF: Behind Enemy Lines - Day 4: O Sacrifício


Nossos heróis lutam pela última vez contra as forças do caos, ou talvez não.

"Incapazes de reagir, nossos heróis assistiram enquanto mais duas das cinco crianças tinham seu corações espremido em nome de Khorne. Os dois cultistas então retornam pra seu lugar e o líder se preparou para sacrificar a última criança. Pegando mais a última das ferramentas dentro da bacia de líquido verde, o líder dos cultistas se virou e encarou a menina, que não devia ter mais do que seis anos. Nessa hora, foi como se a criança tivesse sentido a presença de nossos heróis, ela olhou na direção deles e nossos heróis viram com horror que apenas nessa hora ela começou a chorar e aceitou seu destino.

David caiu ajoelhado no chão, não querendo ver a morte da menina. Brisir e Alain se mantiveram em pé, a fúria e o desespero se acumulando em suas mentes. Pelo canto de seu olho, Brisir reparou na força com que Sofir se segurava ao parapeito do balcão, tremendo de fúria, mas incapaz de reagir. O grito de dor da menina ficaria marcado em suas mentes.

O cântico então terminou, e Alain viu os ventos negros do caos se acumularem ao redor do corpo no altar e trazê-lo de volta a vida, não como o capitão que conheceram, mas como um guerreiro do caos, pronto a servir seu deus maligno e a espalhar o sangue de inocentes por onde passasse. Os dez cultistas que estavam ajoelhados se ergueram e pegaram um grande armadura coberta de sangue e um martelo coberto de runas, entregaram ao guerreiro e este os vestiu.

Nossos heróis assistiram enquanto o guerreiro vestia a armadura, o capacete cobrindo a face do capitão. De repente, diante dos olhos de Alain, todos os ventos da magia se acumularam no salão, e uma voz de mulher sussurrou aos ouvidos de nossos heróis.
'Matem-no.'

Uma energia preencheu nossos heróis, e todo o pavor que sofriam desapareceu, como se nunca tivesse existido. Na mesma hora, aparentemente sentindo a presença de nossos heróis, os cultistas olharam em sua direção.

Sem pensar duas vezes, Sofir disparou uma flecha em direção do guerreiro do caos, mas está se desviou, como se um vento a tivesse espantado, enquanto os dez cultistas que carregaram a armadura correram para o lado oposto do salão, só restando os cinco responsáveis pelo sacrifício e o guerreiro do caos no meio do salão.

Reagindo à flecha de Sofir, o guerreiro do caos se ergue, e em grandes passadas alcança a parte de baixo do balcão. Usando de uma força sobrenatural, o guerreiro do caos golpeia o balcão de pedra onde nossos heróis estavam, reduzindo-o a escombros. Nossos heróis sentindo o chão desmoronando tentam escapar, Brisir e Alain facilmente pulando para longe, mas David tropeça e quase é soterrado pelas pedras, por sorte Sofir estava ao seu lado e consegue resgatá-lo a tempo.

Sem pausa para os nossos heróis, quatro dos cultistas desembainham adagas e avançam em direção a Sofir, que estava distraído ajudando David, e abrem uma ferida em suas costas. Brisir, já recuperado do pulo, corre em direção ao líder dos cultistas, mas é desviado de seu objetivo, quando este derruba a bacia de líquido verde em seu caminho, imediatamente o ácido começa a corroer o chão do salão. Aproveitando a distração do anão, o líder dos cultistas avança na direção dele com uma grande adaga ritual e o golpeia, abrindo um corte no braço de Brisir.

David saca sua espada e corre em direção ao guerreiro do caos, que saia nesse momento do meio dos escombros, tentando atravessá-lo com a espada, mas, assim como com a flecha, um vento forte desviou o golpe. Alain tenta juntar os ventos da magia para começar um encantamento, mas falha, os ventos negros parecem impedi-lo de conjurar seus feitiços.

Vendo-se encurralado, Sofir recua alguns passos e rapidamente dispara duas flechas e dois cultistas caem no chão, mortalmente feridos. O guerreiro do caos ataca então David, que estava à sua frente. A martela é tão forte que obriga David a recuar alguns passados, vendo isso, o guerreiro começa a rir.

Novamente os dois cultistas restantes flanqueiam Sofir e o atacam selvagemente, abrindo mais alguns cortes nos braços do elfo. Enquanto isso, Brisir golpeia o líder dos cultistas com um de seus machados, abrindo uma ferida em seu peito, que sangra profusamente. Abrindo caminho para David, que, se vendo próximo a Brisir após receber o golpe do guerreiro, resolve ajudar o anão, deixando o guerreiro de lado por enquanto, a ajuda do anão seria necessária se eles pretendiam derrotar o guerreiro.

Vendo-se cercado, o líder dos cultistas ataca Brisir, ferindo-o novamente, mas o esforço fez com que a ferida em seu peito abrisse mais ainda. Já Alain, mudando de tática, se concentra chama novamente os ventos da magia. Como se uma barreira mágica tivesse sido quebrada, um forte clarão de luz explode ao redor de Alain, o cegando, mas não o impedindo de invocar um espada longa moldada com os fogos de Aqshy. Mas o esforço desprendido foi muito grande, e uma pontada de dor atravessa o corpo de Alain.

Recuando mais alguns para cima dos escombros do balcão, Sofir derruba os últimos dois cultistas, mas imediatamente surge o grande martelo do guerreiro do caos, que o acerta no peito, jogando-o em direção à parede do salão, sem mais forças para se manter em pé, Sofir cai no chão desmaiado.

Vendo seu companheiro caído, Brisir se separa do líder dos cultistas e corre para ajudá-lo. O líder tenta aproveitar o recuo de Brisir, querendo golpeá-lo pelas costas, mas não consegue, se desviando no último momento de um golpe dirigido a ele por David. Alain, tentando distrair o guerreiro enquanto Brisir despeja uma das poções na boca de Sofir, o ataca com sua espada de fogo, mas é como se uma proteção invisível impedisse que a espada encostasse-se à armadura.

Com a ajuda da poção de cura, Sofir acorda, apenas para ver o guerreiro do caos golpear Brisir com seu martelo, o pregando à parede. Sofir rola para o lado, se erguendo logo em seguida e disparando uma flecha no guerreiro do caos, novamente desviada pelo vento desconhecido. Enquanto David finalmente corta a garganta do líder dos cultistas e corre para se juntar aos seus companheiros.

Nossos heróis estão cansados e feridos. David sente dificuldade para respirar, enquanto Sofir tem diversas feridas abertas, Brisir está pregado à parede, precisando urgentemente de ajuda médica, apenas Alain, sua espada de fogo nas mãos, está relativamente inteiro. Nessa hora, para os olhos de Alain, é como se o tempo parasse, um par de braços o abraça, envolvendo seu pescoço e a mesma voz feminina de antes sussurra em seu ouvido.
'Eu posso ajudá-los.'

Saindo do abraço, Alain avança dois passos e se vira para ver quem tinha falado. À frente estava uma linda mulher, de no máximo vinte e cinco anos, alta, de longos cabelos pretos e olhos vermelhos, a pele branca como a neve, um sorriso cruel em seu rosto, que nada mais fazia do que torná-la mais encantadora, quando a luz batia sobre o cabelo e olhos, era como se estes mudassem de cor, e os ventos da magia a envolviam, como se fizessem parte dela. Da boca de Alain apenas uma palavra saiu, palavra esta que o fez sentir um calafrio passar por sua espinha.
'Tzeentch.'

O sorriso da mulher se alargou, ele se aproximou novamente de Alain, que não conseguia desviar os olhos de seu corpo sedutor, e repetiu o que havia dito.
'Eu posso ajudá-los. Em troca, quero apenas que fique a me dever um favor.'

Ao ouvir isso, Alain saiu de seu transe e olhou diretamente nos olhos da mulher.
'Que tipo de favor?'

A mulher, como se estivesse começando a se entediar, o sorriso diminuindo um pouco em seu rosto, respondeu.
'Um favor, qualquer favor. Só de você. Não cobrarei nada de seus amigos. Acredito que seja um ótimo acordo.'

Alain olhou então para seus companheiros, a mercê do guerreiro do caos. Virou-se novamente para a mulher e respondeu.
'Eu aceito.'

O sorriso da mulher então voltou a se alargar. Ela se aproximou de Alain e pos suas mãos delicadas nos ombros deles, virando-o em seguida na direção dos cultistas que estavam escolhidos no canto do salão. Nessa hora, Alain conseguiu ver uma fina linha negra que ligava cada um dos cultistas ao guerreiro do caos. Sussurrando em seu ouvido a mulher falou.
'Use sua magia, destrua-os.'

Falando isso a mulher desapareceu, o tempo voltou a rodar. Sem pensar muito, Alain invocou sua magia, foi como se os ventos fossem atraídos por ele, mas ele não absorveu apenas o vento vermelho de Aqshy, junto veio o vento negro do caos, Dhar, como os elfos o chamam, e todo aquele poder se liberou numa gigantesca esfera de fogo vermelho e negro que reduziu a cinzas oito dos dez cultistas, e fez com que a caverna tremesse levemente.

Sofir e David sentiram a energia maligna diminuir, e ao olharem em direção ao guerreiro, ele pareceu estar fraquejando, a energia que o sustentava parecia ter diminuído. Aproveitando a brecha, David ataca o guerreiro do caos pelas costas e abre uma grande brecha na armadura, acertando suas costas e abrindo uma ferida que começa a sangue de forma incontrolável. Sofir também tenta acertar o guerreiro, mas seus braços estão fracos e sua flecha fica presa na armadura, não chegando a alcançar o corpo do guerreiro.

O guerreiro então se vira para David e o golpeai furiosamente, derrubando-o o no chão. Alain então aproveita que o guerreiro deu as costas pra ele e atravessa o coração do guerreiro com sua espada de fogo. A espada então se apaga junto com os últimos resquícios de vida do guerreiro. Rapidamente, os dois últimos cultistas fogem da caverna, entrando em uma das diversas passagens que vão dar no salão.

Alain e Sofir então correm para socorrer seus outros dois companheiros. E após meia hora todos estão acordados, apesar de extremamente feridos e cansados. Um sentimento de falha preenchendo suas almas. Alain, então, lidera nossos heróis em direção à entrada da caverna.

A caminhada para fora da caverna levou muito mais tempo do que antes, nossos heróis se seguram uns aos outros, juntando forças para vencer esse obstáculos, mas finalmente a luz do sol pode ser vista. Lá fora o dia começar a nascer novamente, e nossos heróis sentem um alivio ao receberem os primeiros raios do sol. Mas essa alegria é curta, ao longe, na direção da vila, nossos heróis conseguem ver uma grande coluna de fumaça se erguendo sobre a floresta. Com todas as suas forças, nossos heróis correm em direção à vila, tentando afastar da mente a idéia do que pode ter acontecido com os refugiados, enquanto eles estavam ausentes.

O sol já está alto quando nossos heróis chegam à vila. As casas estão completamente destruídas, os corpos de refugiados e cultistas se espalham pelas ruas. Na entrada de uma taverna nossos heróis vêm o corpo do ancião que os havia implorado que salve-se as crianças. Noutro podia-se ver homens e mulher, que lutaram ferozmente contra os cultistas, um círculos de corpos com mantos os envolve.

Andando mais um pouco, nossos heróis chegam à praça central da vila, onde uma cena bizarra os aguarda. No que parece ser o coração da praça, vinte estátuas de homens e mulheres usando mantos formando um circulo, como se avidamente avançassem em direção à sua presa. Passando esse círculo, em seu centro nossos heróis vêm as três clérigas de Shallya que haviam tratado as crianças, ajoelhadas como que em prece, elas também tinham se tornado estátuas de pedra. E entre as mulheres nossos heróis encontraram a mais nova das crianças que eles tinham salvado da fazenda incendiada adormecida, o símbolo de Sigmar queimado em sua testa, nem sinal das outras duas.

Um vento frio faz com que nossos heróis desviem sua atenção da criança e olhem em direção á entrada da cidade, um homem caminha em direção a eles. Ele era alto e largo, usando uma armadura de batalha com dezenas de símbolos sagrados pendurados, um grande martelo de batalha em seu ombro, seu rosto marcado por cicatrizes e o cabelo branco pelo horror do que já tinha visto. Para nossos heróis isso só podia significar uma coisa, o caçador que havia visitado a vila dois dias atrás tinha voltado.

O caçador caminhou diretamente até as clérigas petrificadas. Abrindo caminho para que ele passasse, nossos heróis viram quando o homem se agachou e ergueu as meninas em seus braços, e, se virando para nosso heróis, o caçador falou, numa voz que parecia ser raramente usada.
'Eu cuidarei da criança. Vocês têm outra missão a cumprir soldados. A batalha contra os greenskins está quase terminada. Mas esse não é o maior perigo que enfrentamos. Das montanhas o exército do caos se aproxima, e vocês devem avisar o Império do perigo iminente.'

Como se essa fosse a deixa para as forças malignas, do alto da montanhas nossos heróis começaram a ouvir o som de tambor de guerra. O exército do caos se aproxima.

Quem sabe, continua..."


Assim termina minha primeira aventura nesse novo cenário, espero que todos teham gostado das desventuras de nossos heróis, Alain, David, Brisir e Sofir, e, se Sigmar assim desejar, logo saberemos o destino de nossos heróis.

Ass: Fófis

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